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28 de maio de 2010

Recursos minerais


São substâncias naturais formadas por processos geológicos que, ocorrendo na crosta terrestre com uma concentração superior à média, podem ser economicamente exploráveis.

Os recursos minerais podem classificar-se em metálicos e não metálicos.


Recursos Minerais Metálicos

Recursos minerais explorados para a obtenção de um determinado elemento metálico que faz parte da sua constituição.

Sabe-se que os elementos químicos, como o ferro, cobre, prata ou ouro, se encontram distribuídos na crusta terrestre. Estes fazem parte da constituição de vários materiais em associações diversas com outros elementos.

Clarke -
é a concentração média de um elemento químico na crusta terrestre, e exprime-se em partes por milhão (ppm) ou gramas por toneladas (g/ton).

Um jazigo mineral é um local no qual um determinado elemento químico existe numa concentração muito superior ao seu clarke (concentração média), sendo por isso susceptível de exploração economicamente rentável.



Na exploração de um jazigo mineral, chama-se minério ao material que é aproveitável e que tem interesse económico, e ganga ao material sem valor económico.




Todo o material sem valor económico, ou seja, a ganga, é acumulado em escombreiras. Estas são depósitos superficiais junto ás explorações mineiras.

As escombreiras causam:

  • Elevada poluição visual;

  • Maior risco de deslocamentos de terrenos;

  • Poluição no solo e/ou ar, por poderem conter substâncias tóxicas.


Recursos Minerais Não Metálicos

Incluem areias, cascalhos, argilas e outras rochas e minerais que são utilizados na construção e em indústrias (vidro, tintas, cosméticos).

As pedras preciosas e semipreciosas, usadas na joalharia, também fazem parte deste grupos de recursos.

Normalmente não atingem preços muito elevados, com excepção das pedras preciosas.


Principais utilizações

As rochas como materiais de construção.

As rochas que afloram num país, após a extracção do meio natural, podem ser utilizadas por exemplo, na construção civil, na pavimentação, e na estatuária.O cimento que hoje se utiliza na construção civil é produzido a partir de calcários e areias.

As rochas sedimentares, metamórficas e magmáticas podem ser encontradas nas mais diversas construções de monumentos no nosso país.

A Igreja e a Torre dos Clérigos, no Porto, foram construídas em “granito do Porto”.



Torre dos Clérigos, no Porto.


A Torre de Belém foi construída sobre um afloramento basáltico. A torre é constituída por calcário do Cretácico, abundante na zona ocidental de Lisboa.


Torre de Belém, em Lisboa.


Pode-se concluir então que a abundância duma dada rocha numa dada região aumenta a probabilidade dessa rocha vir a ser utilizada como material de construção.Outras rochas como mármore e brechas podem também ser utilizadas como pedra de construção em muitos monumentos.


Após a edificação dos monumentos a rocha exposta fica sujeita a uma série de factores químicos, físicos e biológicos que podem provocar a sua alteração.



Reflexão:

Podemos então concluir que os recursos minerais são concentrações naturais de materiais de natureza mineral. Estes recursos têm um longo período de formação, por vezes de milhões de anos, por esta razão, muitos deles podem esgotar-se.

http://www.exames.org/

25 de maio de 2010

Energias renováveis

Energia geotérmica

O calor interno da Terra libertado à superfície é utilizado para o aquecimento de águas que, após vaporização, movimenta turbinas onde se produz energia eléctrica.




Há dois tipos de geotermia: a de alta entalpia, em que a temperatura da agua é superior a 150ºC, sendo o calor usado para produzir energia eléctrica; e a de baixa entalpia, em que a temperatura da água é inferior a 150ºC, sendo o calor usado essencialmente no aquecimento de habitações e de água para uso doméstico ou público.


Esta energia é não poluente e renovável na medida em que a sua fonte permanece por longos períodos de tempo (uma câmara magmática pode demorar milhares de anos a arrefecer). No entanto, este tipo de energia só pode ser produzida perto de locais com elevado fluxo térmico ou elevado gradiente geotérmico.




Em Portugal produz-se energia geotérmica de alta entalpia no arquipélago dos Açores e de baixa entalpia em centros termais do território continental.





Este tipo de energia acarreta menores riscos ambientais. No entanto, também esta associada a alguns problemas, como a libertação de gases sulfurosos para a atmosfera, a contaminação da água nas proximidades das unidades de exploração, devido à natureza mineralizada dos fluidos geotérmicos residuais que são libertados, ou a ocorrência de aluimentos resultantes da utilização de grandes quantidades de fluidos.





Energia eólica

A Energia Eólica é um tipo de energia alternativa proveniente de uma fonte de energia inesgotável- o vento.

Este tipo de energia é produzido por uns aparelhos chamados moinhos de vento. Basicamente estes aparelhos são tipos de ventoinhas gigantes que quando movidas pelo vento produzem um tipo de energia a que se dá o nome de energia eólica.





A utilização da energia eólica comporta numerosas vantagens face às energias tradicionais e mesmo em comparação com outros tipos de energias renovavéis, em função do seu maior desenvolvimento.






Energia hídrica

A energia hídrica fornece 20% da energia mundialmente gasta, sendo assim a energia renovável mais utilizada em todo o Mundo.

A produção de energia hídrica é principalmente efectuada através de centrais hidroeléctricas, que estão associadas a barragens de grande ou média capacidade, que contêm a água dos rios, constituindo um reservatório de água, interrompendo o fluxo de água constante.





A água é forçada a acumular-se na barragem e posteriormente, ao abrirem-se as comportas desta, a água passa pelas turbinas e esta energia mecânica é transformada em energia eléctrica. O curso de água pode também ser obrigado, através de diques a passar pelas turbinas, fazendo com que as lâminas girem e haja produção de energia eléctrica.

Além das fontes energéticas renováveis mencionadas, outras podem ser consideradas:
  • Energia solar;

  • Biomassa;

  • Hidrogénio.




Reflexão

Com este estudo podemos ver a impotância das diferentes fontes de energia nas nossas vidas e dos problemas que envolvem a sua obtenção. Como tal devemos reduzir o seu consumo e procurar energias alternativas renováveis.


http://www.minerva.uevora.pt/

21 de maio de 2010

Criada a primeira célula viva com genoma sintético


Cientistas norte-americanos anunciaram esta quinta-feira a criação da primeira célula viva com um genoma sintético, assim como as possíveis aplicações desta descoberta: compreensão dos mecanismos da vida e produção de vacinas ou mesmo de ingredientes alimentares.

O anúncio foi feito por Craig Venter, fundador do Instituto com o mesmo nome (Estados Unidos) e co-autor da primeira sequenciação do genoma humano em 2000, noticia a Lusa.

«Este cromossoma - o elemento portador da informação genética - foi produzido a partir de quatro frascos de substâncias químicas e um sintetizador, e tudo começou com informações informáticas», afirmou.

Para o investigador, a descoberta é um «passo importante científica e filosoficamente».
«Mudou o meu ponto de vista da definição de vida e do seu funcionamento», acrescentou o investigador.




Esta descoberta pode também ser importante para desenhar algas, que podem capturar o dióxido de carbono e produzir outros tipos de hidrocarbonos, que podem ser utilizados em refinarias.

Poderá ainda permitir a criação de novas substâncias ou ingredientes alimentares, produção de vacinas e até bactérias para limpar a água.

«É uma ferramenta muito poderosa para projectar o que queremos que exista em Biologia», resumiu.

Em 2008, Vender e a sua equipa anunciaram que tinham conseguido um genoma bacteriano cem por cento sintético. Para criar esta célula, foi feita uma cópia do genoma existente, o de uma bactéria (Mycoplasma mycoides), mas com sequências de ADN adicional.

Posteriormente, transplantaram o genoma sintético da bactéria para outra, denominado capricolum microplasma, conseguindo «activar» as células deste último.

Reflexão:

Este artigo despertou a nossa atenção. Esta descoberta pode aplicar-se à compreensão dos mecanismos da vida e produção de vacinas ou de ingredientes alimentares. Assim, este pode ser um dos passos cruciais para transformar este mundo num mundo melhor para muitas pessoas.

http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=20&cid=19667&bl=1